Desespirado
Para loucos que viajam por fibra óptica em teorias construídas em papel de pão.


4.11.03  

Simplesmete SENSACIONAL !!!!!!

Clique no link abaixo...
http://www.halfabrain.co.uk/selecta/selecta.htm
...e se divirta MUITO.

Diz ai o que ocê acho 1:36 PM
 

Vale a pena conferir
TextoVivo - www.textovivo.com.br



Oxigênio para a realidade

O TextoVivo - Narrativas da Vida Real (www.textovivo.com.br) entrou no ar no dia 2 de setembro de 2003 durante o XXVI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom). O TextoVivo (assim mesmo, tudo junto e com T e V maiúsculos) é um canal de divulgação, experimento e reflexão sobre Narrativa de Não-Ficção, modalidade conhecida também como Jornalismo Literário, Literatura da Realidade, Creative Nonfiction ou Periodismo de Creación. Todos esses nomes se referem a obras impressas ou audiovisuais que combinem o vigor da pesquisa com a arte de contar uma história verdadeira, com personagens reais, lugares reais, situações reais.

No TextoVivo encontram-se informações, ensaios, reportagens especiais e propostas de projetos para organizações (jornalísticas ou não) interessadas em produzir jornais, revistas, suplementos, sites e livros ilustrados; perfis ou biografias de pessoas e grupos; história de cidades e de famílias; relatórios, balanços, diários e documentos.

Equipe Texto Vivo

Diz ai o que ocê acho 12:54 PM


31.10.03  

Final de semana ta ai, e você perdidão sem saber o que fazer. Quer uma dica? Que tal três dicas, então? Legal!! Ai vai.

Seis anos de muita pesquisa e mais de 100 depoimentos colhidos levou o jornalista Ricardo Alexandre a escrever “Dias de Luta - O Rock e o Brasil dos Anos 80”. Livro que retrata de forma documental o nascimento e a degradação de uma geração cultuada para o Rock. Histórias que você nem imagina, o nascimento de todas as bandas de rock nacionais, as que ficaram pelo caminho e as que conquistaram um lugar aos céus. Vi, li, gostei e recomendo.

Budapeste é o terceiro livro de Chico Buarque e conta a história de um ghost-writer. Um homem que escreve para outras pessoas assinarem. Artigos para jornal, discursos de autoridades, autobiografias, poemas. Um brilhante autor anônimo que enfrenta crises pessoais no meio da cidade Húngara. Rápido, curto, instigante e interessante.

Antigo, porém atual. Sem dúvida nenhuma um dos melhores livros do mundo. “Cem Anos de Solidão”, do genial Gabriel Garcia Márquez é leitura obrigatória. De geração em geração a família Buendia vai crescendo e morrendo, enquanto que a vila de Macondo, fundado pelo primeiro dos Buendias, vai progredindo com a chegada das invenções e dos cidadões do mundo. GENIAL!!!!!!

Diz ai o que ocê acho 1:19 PM


29.10.03  


Rodrigo Tomba

Pelo vão da porta, o garoto olha intrigado para a máquina que capta sua imagem.

Diz ai o que ocê acho 2:14 PM
 

Pirataria nas ondas da web

O editorial da “Folha de S. Paulo” de domingo, 14 de setembro, com o título “www.pirataria” começava com a seguinte frase: 'Uma menina de apenas 12 anos de idade que vive em Manhattan (Nova York, EUA) é uma das 261 pessoas processadas por gravadoras norte-americanas pela troca de músicas na internet.”
Eu também me assustei num primeiro momento, mas analisando o fato e buscando mais informações sobre o assunto concluí que o ato promovido pelas gravadoras norte-americanas e apoiado pelo governo daquele país não passa de propaganda. Ou seja, colocar medo nas pessoas, com fatos como este, está sendo a alternativa da indústria fonográfica para tentar controlar o mundo da pirataria via web.
Que atire a primeira pedra quem não possuir um CD de música pirata, que não possuir jogos, programas, MP3 dentro do computador. Eu já vi prefeituras usarem softwares piratas, computadores de universidades com músicas piratas e empresas, muitas e grandes empresas puxarem de forma ilegal arquivos de música da web. Pois bem, então vamos raciocinar melhor e entender o que está acontecendo.
Mas primeiro quero deixar claro que não sou a favor da pirataria, muito pelo contrário, mas que também não sou a favor das políticas abusivas das empresas fonográficas e desenvolvedoras de produtos patenteados.
A pirataria não é nenhuma novidade no mundo, a reprodução de forma ilegal de produtos diversos vem de tempos antigos, mas com a chegada da internet esse tipo de infração ganhou novas proporções e status. Isso se deu, sem dúvida, pela velocidade e facilidade de reprodução permitida pela web, e pelas possibilidades de distribuição via dados dos “produtos”, se assim chamarmos, pelo mundo.
O produto preferido a ser transacionado pela web de forma pirata é comprovadamente as músicas, e isso tem deixado a indústria fonográfica de cabelos em pé, já que milhares de pessoas, na sua maioria adolescentes, deixam de comprar CDs de suas bandas prediletas por ter acesso fácil ao conteúdo destes CDs, e gratuitamente. Isso causa prejuízos inestimáveis para a indústria fonográfica, que, acredito eu, não deveria punir os jovens com processos, como o citado no início deste artigo, mas aproveitar que estes futuros consumidores em potencial desenvolvam seus gostos pela cultura como nunca antes havia acontecido.
Com o advento da internet as produções culturais, principalmente a música, assim como a leitura e a escrita, estão sendo difundidas por todo o mundo de forma jamais imaginada anteriormente, permitindo que os adolescentes tenham acesso fácil a estes tipos de manifestações, o que pode, sem dúvida, contribuir no seu crescimento tornando-os vorazes futuros consumidores de cultura.
Com isso a sugestão que fica é que as gravadoras ao invés de expelir seus futuros consumidores com ações e processos, crie formas positivas de atuar perante a esses jovens e ao seu público em geral, permitindo, inclusive, que arquivos possam ser retirados e trocados via suas prúprias péginas na web, conquistando assim a simpatia destes jovens e futuros consumidores. Pois controlar a pirataria... por enquanto, ainda é um sonho distante.

Diz ai o que ocê acho 2:07 PM
 


by Rucke

Diz ai o que ocê acho 10:45 AM
 

Cigarros, atum, trapaça e tudo muito limpo!

1, 2, 3... Se eu disser que ele é neurótico estaria mentindo, Roy Waller, interpretado pelo sempre surpreendente Nicolas Cage, é bem pior que isso. A soma de sua excessiva mania por limpeza, por portas fechadas, seus “tics” nervosos, sua compulsão pelo cigarro, sua mania de comer atum e sua profissão de picareta garantem ao personagem, criado pelo excelente diretor Ridley Scott, uma extravagância desconcertante. Roy é o protagonista do ótimo “Os Vigaristas”, filme que chegou na semana passada as telas de cinema do Brasil.
Todas essas “manias” e dificuldades de enfrentar a vida levam Roy, por indicação do amigo e sócio nas picaretagens, ao psiquiatra. Todos esses medos e manias são frutos de um passado, movido a álcool, que levou da vida de Roy sua esposa, grávida de dois meses. A bebida Roy conseguiu abandonar para sempre, mas seu passado não, e encorajado pelo psiquiatra, que o ajuda marcando um encontro, ele decide ir atrás da filha.



Com a chegada da pequena Angela, de 14 anos, interpretada por Alison Lohman, de 24, a vida de Roy muda para sempre. Com sérios problemas de relacionamento com a mãe, Angela entra na vida de Roy como um furacão. No começo, tudo é um pouco um tanto quanto conturbado, mas o tempo vai deixando as manias e extravagâncias de Roy de lado, e fazendo de sua filha a coisa mais importante da sua vida.
Mas um último golpe estava combinado. Roy e seu parceiro Frank, interpretado por San Rockwell, iriam faturar alto trapaceando um milionário. Roy na verdade nem precisa tanto desse dinheiro, pois seu cofre no banco continha uma fortuna acumulada em anos de picaretagem. Mas pelo companheiro e melhor amigo Frank, Roy entra em mais esta, que promete ser a última, pois daquele momento em diante ele tinha a obrigaç?o de dar exemplo para a filha que acabará de conhecer.
De última hora tudo é antecipado, obrigando Angela a ir junto de Roy para o aeroporto, local onde seria aplicado o golpe. Roy resolve contar com a ajuda da filha, e a envolve na transação. O problema é que Roy não sabia, mas Angela já estava mais envolvida com o golpe do que ele poderia imaginar.
O surpreendente roteiro faz com que o filme pareça pesado, mas isso não acontece, mesmo porque ele é uma comédia. Uma trilha sonora movida a um bom blues e Frank Sinatra, uma fotografia clara, alegre e colorida, e o jeitão “cool” dos personagens garantem boas risadas durante a trama. Tensão, alegria e ação se misturam neste “Os Vigaristas”, onde mais uma vez Ridley Scott, o mesmo de “Gladiador”, “Blade Runner”, “Hannibal”, “Falcão Negro em Perigo” e tantos outros, mostrou que domina a arte de dirigir. Um filme que merece ser assistido!

Diz ai o que ocê acho 10:41 AM


28.10.03  


Rodrigo Tomba

A luz entra rasgando pela janela que molda a parede de madeira da humilde casa. No canto, os olhos atentos da cabeça de boi empalhada se junta com a roda que não tem mais serventia, formando assim, um monte de tralha.

Diz ai o que ocê acho 10:26 AM
 

APENAS A LÍNGUA PORTUGUESA NOS PERMITE ESCREVER ISSO...
Sensacional, o autor é desconhecido.


Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porem, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavai, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porem, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porem posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porem personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pinta-los. Pareciam plácidos, porem, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pinta-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos,
perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privaç?es passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porem, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
* Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. * Parto, porem penso pinta-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porem, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porem, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste
permissão para praticar pintura, porem, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia.
Porque pintas porcarias? Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porem, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia por Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porem, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por
pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porem prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo.
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porem, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando..." Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar.
Pensei. Portanto, pronto pararei.

E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer: "O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma."?

Diz ai o que ocê acho 10:21 AM
 

Olá pessoal,

Sei que fiquei afastado um tempo, peço desculpas por isso. Na verdade o que aconteceu é que esse blog me irritou, mas não vou entrar em detalhes. Passado o momento de conflito, com muito orgulho anuncio para vocês a volta de quem não foi: DESESPIRADO, o Blog.
CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP,CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP, CLAP.

Diz ai o que ocê acho 9:42 AM


19.8.03  

Recado pra quem ainda olha o céu de noite...

Neste mês de agosto e no próximo, a Terra estará se aproximando de Marte, para um encontro que culminará na menor distância entre os dois planetas já registrada na História. Durante a sua (e a minha) vida, nunca mais o Planeta Vermelho vai aparecer de modo tão espetacular. A próxima vez que Marte se aproximará tanto da Terra será no ano de 2287.
Em decorrência da forte atração exercida pela força gravitacional de Júpiter sobre Marte, com perturbação causada na sua órbita, astrônomos podem afirmar que Marte nunca se aproximou tanto da Terra nos últimos 5.000 anos, com possibilidade de esse tempo ser da ordem de até 60.000 anos.
A data da maior aproximação será no dia 27 agosto, quando Marte estará a 34.649.589 milhas; e será, depois da Lua, o astro mais brilhante do céu noturno.
Ele alcançará uma magnitude de -2,9 e terá o tamanho aparente de 25,11 segundos de arco de circunferência. Num modesto instrumento de amplificação ótica de fator de aumento 75, Marte aparecerá do tamanho da Lua cheia vista a olho nu!
Marte será fácil de ser localizado. No início de agosto, vai nascer no Leste às 10h da noite e atingir seu azimute (ponto mais alto no céu) às 3h da madrugada. Mais para o final do mês, vai nascer ao anoitecer e atingir seu ponto mais alto à meia-noite e meia. Esse horário será bastante conveniente para o avistamento jamais ocorrido na História.
Faça um agendamento para observação de Marte, acompanhando o crescimento progressivo de seu brilho ao longo do mês.
Espalhe a notícia, pois ninguém nunca mais terá chance de observar esse fenômeno outra vez.

PS) Nos dias da maior aproximação (final de agosto), ainda teremos Lua nova, ou seja, a fase lunar ideal para qualquer tipo de observação astronômica.

Diz ai o que ocê acho 9:59 PM
 

Diz ai o que ocê acho 9:56 PM


7.8.03  

Fala aê,

você vai encontrar abaixo alguns links que o levarão a páginas realmente interessantes. Eles somam os melhores e-mail e links que recebi e encontrei na web nos últimos dias. Todos merecem ser acessados, garantem boas gargalhadas, no mínimo.

De todos este é sem d?vida o mais sensacional. Simplesmente surpreendente, uma idéia simples, mas uma produç?o exemplar. Ping-Pong no mundo de Matrix


Estoure as bolhas. ? cada uma que inventam! Coloquem no manic mode!


Uma olimp?adas engraçad?ssima. Muito bom, vale a pena esperar, e assistir a todo filminho.


A magia do Photoshop: espere a imagem carregar, passe o mouse sobre a imagem para ver a diferença. Photoshop é muito melhor que pl?stica


Pouco papel higiênico? Ele d?o a soluç?o. Mas espere, eu confesso, é bem nojentinho.

Diz ai o que ocê acho 10:25 AM
 

"O Homem do Ano"

A estréia de José Henrique Fonseca com longas metragens realmente tem surpreendido crítica e público com este "O Homem do Ano". O filho do escritor Rubem Fonseca, responsável pelo roteiro, se baseou no livro ''O Matador'', de Patrícia Melo, para rodar mais um ótimo trabalho nacional.
Com um estilo fora do comum, um tom cromático e uma fotografia surpreendente, trabalhada quadro a quadro nos menores detalhes, "O Homem do Ano" traz para as grandes telas Jorge Dória, Cláudia Abreu, Natalia Lage, Murilo Benício, Lázaro Ramos, José Wilker e Agildo Ribeiro; Paulo César Pereio e Wagner Moura também participam do longa.
A fita basicamente se divide em dois blocos, o primeiro, realmente espetacular. Maiquel, o personagem central da obra, interpretado por Benício, pinta seu cabelo de loiro para cumprir uma aposta. Narrando a história, Maquiel explica um pouco ao expectador quem ele é, cheio das filosofias de rabeira de caminhão o anti-herói (você entenderá porque ele é chamado assim) se enrabicha pro lado da cabeleireira, interpretada por Cláudia.
Acompanhado da moça, Maquiel é ofendido devido ao seu cabelo, por um famoso bandido do bairro. Maquiel não deixa a história barata, mata o bandidão e vira o herói do bairro. O novo ídolo do pedaço é a sensação do momento. Recebe inúmeros presentes, inclusive um porco, o Bill (que é fundamental na trama) e ofertas de emprego vindas dos comerciantes da área. Eles contratam Maquiel para eliminar bandidos que circulam pelas redondezas. Todos esses pedidos levam Maquiel a abrir uma empresa de segurança.
O porco vai pra mesa e ai começa o segundo bloco do longa metragem. O anti-herói, assim como toda a obra, não surpreende no final, como no início, mas isso não descaracteriza a sensacionalidade do longa e muito menos a genialidade do roteiro. Eu paro por aqui, pois empolgado como fiquei depois que assisti ao filme posso acabr falando demais.
O "O Homem do Ano" foi selecionado para o Festival de Berlim 2003, na mostra Panorama, da seleção oficial. Orçado em R$ 4,2 milhões ele foi financiado por fundos arrecadados através da Lei do Audiovisual e da Lei Rouanet. Eu recomendo.

Diz ai o que ocê acho 10:15 AM


28.7.03  

REVOLTADO OU CRIATIVO
De Waldemar Setzer, professor aposentando da USP

Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física, que recebera nota zero. O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele. Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz imparcial, e eu fui o escolhido. Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova, que dizia: "Mostre como pode-se terminar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro (instrumento destinado a medição da pressão atmosférica)." A resposta do estudante foi a seguinte: "Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício." Sem dúvida era uma resposta interessante, e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto. Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido a questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não confirmava isso. Sugeri então que fizesse uma outra tentativa para responder a questão. Não me surpreendi quando meu colega concordou, mas sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei lhe seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para responder à questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente, algum conhecimento de física. Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu tinha um compromisso logo em seguida, e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade tinha muitas respostas, e estava justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte ele escreveu esta resposta: Vá ao alto do edifico, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo t de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h=(1/2)gt^2 , calcule a altura do edifício." Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta, e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora eu sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo. Ao sair da sala lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas. Ah!, sim," -disse ele - "há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro."
Perante a minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações. "Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se à altura do edifício."
"Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas". Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g's, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença. "Finalmente", - concluiu, - "se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas. Por exemplo, pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer; diz-se: "Caro Sr. síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura deste edifício, eu lhe darei o barômetro de presente.". A esta altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta esperada para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa.


"Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto"
(Albert Einstein)

Diz ai o que ocê acho 2:03 PM
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